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Segunda-feira, 02 DE Abril DE 2012

Carminho canta Carlos Conde

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publicado por pauloconde às 00:45
Terça-feira, 27 DE Março DE 2012

Albúm de saudades por Carlos Ramos

 

'Album de saudades' Letra de Carlos Conde Música de Pedro Rodrigues


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publicado por pauloconde às 18:39
Sexta-feira, 23 DE Março DE 2012

Plágio com letra de Carlos Conde

 

'Quando o talento falta vale tudo'

 

plagiar - Conjugar
(plágio + -ar)

v. tr. e intr.
Copiar ou imitar, sem engenho, as obras ou os pensamentos dos outros e apresentá-los como originais.

 

No Portal do Fado encontrei recentemente este plágio à obra e propriedade intelectual do poeta Carlos Conde

 

 

O ORIGINAL

 

 

 

Marina Mota     e     Maria da Fé

- A saudade é minha -

 

 

 

 -------------------------------------------------------------------------

O PLÁGIO

Portugal no Coração

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publicado por pauloconde às 14:02
Domingo, 04 DE Março DE 2012

Ricardo Ribeiro canta Carlos Conde

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publicado por pauloconde às 00:37
Terça-feira, 29 DE Novembro DE 2011

O Fado é de todos não é de ninguém

 

Por estes dias o Fado anda na boca de todos, até daqueles que sempre o desprezaram e o trataram como filho bastardo da cultura portuguesa. A distinção internacional vem reconhecer o mérito de todos os intervenientes na história do Fado, mas parece que, mais uma vez, a frase do mestre Alfredo Marceneiro é ignóbilmente esquecida. Dizia ele que: 'O mais importante no Fado é a letra'. Ora, alguém tem ouvido falar em letristas ou poetas? Não. Nomes como Gabriel de Oliveira, Armando Neves, Artur Ribeiro, Frederico de Brito, Silva Tavares, Henrique Rego, João Linhares Barbosa ou Carlos Conde, estes dois ultimos os que mais escreveram para o Fado, são dolosamente ignorados. Os poetas que referi e uma longa lista de outros nomes, fazem parte de uma geração de ouro que não pode nem deve ser ignorada, censurada ou escondida das novas gerações. Muitos dos que se empoleiraram no Fado para outros fins, enganando os incautos e criando circuitos muito estreitos e reservados de lobbies, depressa se esqueceram das suas raízes e dos tempos em que conviviam com estes artistas da escrita em esplanadas e cafés, cantando os seus versos e crescendo no Fado. Mas tenho esperança que um dia a história faça justiça e saiba destrinçar os artistas dos metediços. O Fado é uma cantiga de rua que não deve nada a ninguém. Muitos é que devem ao Fado tudo o que são e até o que julgam ser. Como sábiamente um poeta escreveu e a UNESCO reconheceu.

 

por Paulo Conde in Diário de Noticias - 29/11/2011

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publicado por pauloconde às 00:32
Quinta-feira, 06 DE Outubro DE 2011

Amália Rodrigues

publicado por pauloconde às 18:59
Quinta-feira, 19 DE Maio DE 2011

FADO - Vida e obra do poeta Carlos Conde

Encomende já... - pahco@sapo.pt

 

 

Carlos Conde in Diciopédia

 

Poeta popular português, nasceu a 22 de Novembro de 1901, no Lugar do Monte na Murtosa (Aveiro), e faleceu a 13 de Julho de 1981, em Lisboa. É considerado um dos maiores letristas de fado de todos os tempos. Ainda criança veio morar para Lisboa. Casou, em 1936, com Laura dos Santos e o casal teve três filhas. Mas uma tragédia abateu-se sobre a família: duas delas morreram por doença, o que, naturalmente, o transtornou muitíssimo. Carlos Conde viveu bem a cidade. Começou por escrever letras em cegadas, mas o seu talento acabou por ser reconhecido, aparecendo regularmente na imprensa da época, sobretudo a especializada, quer em entrevistas quer em artigos assinados pelo próprio. O fado foi a sua grande paixão. Apesar de não ser adepto de grandes noitadas, frequentava as mais importantes casas típicas do seu tempo. Lugares como Perna de Pau, A Parreirinha de Alfama, O Faia, Adega Mesquita, Adega Machado, A Tipóia, o Café Luso ou o Quebra-Bilhas. E escreveu largas centenas de letras que integraram o reportório de alguns dos mais importantes fadistas: Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Ercília Costa, Argentina Santos, Fernando Maurício, João Ferreira Rosa, Lucília do Carmo, Fernanda Maria, Frutuoso França, Maria Amélia Proença, Carlos do Carmo, Maria da Fé ou Alcindo Carvalho, entre outros. Aliás, alguns destes fadistas foram homenageados por Carlos do Conde no conjunto de quadras com os seus nomes, publicada na revista Plateia. Entre as muitas letras de fado que Carlos do Conde escreveu, algumas tornaram-se autênticos clássicos, que se ouvem regularmente nas casas do fado. Entre outras, "Não Passes com Ela à Minha Rua", "Fado da Bica", "Feira da Ladra", "Sótão da Amendoeira", "Saudades do fado" ou "A Saudade é Minha". As letras de Carlos do Conde contam por vezes histórias de um tempo ausente. Uma função que se revelou essencial para a preservação da memória de lugares, personagens e acontecimentos ligados ao fado. Outras são retratos de época, pequenos episódios corriqueiros do dia-a-dia que se não fossem os seus fados ficariam esquecidos. O seu talento foi reconhecido em vida, com mais de uma vintena de prémios. O primeiro foi em 1927, no concurso de quadras do Diário de Lisboa. Seguiram-se muitos outros, sobretudo nos então muito frequentes jogos florais. Em 1958, quando completou 50 anos, foram-lhe prestadas diversas homenagens, em festas no Café Luso, Adega Mesquita e no Grupo Desportivo do Banco Espírito Santo. Em 1972, Carlos Conde sofreu, pela segunda vez, um acidente vascular cerebral, que lhe deixou uma das pernas imóvel. Contudo só viria a morrer nove anos mais tarde e de forma muito mais drástica: estava numa esplanada em Campolide, com dois amigos, quando um automóvel invadiu o passeio e os atingiu. No poema, Fadistas Rezai por Mim, deixa uma espécie de testamento: "Deixo ao fado o meu carinho / p'ra que ele não tenha fim / Guitarras, trinai baixinho, / Fadistas, rezai por mim." Além do enorme património do fado que são as suas letras, Carlos Conde deixou descendência. Um dos seus netos, Vítor Conde, é fadista, e um bisneto, Paulo Conde, já publicou dois livros dedicados à sua vida e obra.

 

Referenciar documento Carlos Conde. In Diciopédia. Porto : Porto Editora, 2007.

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publicado por pauloconde às 00:08
Quinta-feira, 17 DE Fevereiro DE 2011

Novo Livro! - Duas cegadas de Carlos Conde

Uploaded with ImageShack.us

 

 

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publicado por pauloconde às 23:00
Domingo, 02 DE Janeiro DE 2011

1/2 centena de fados

Colectânea de letras de fado da autoria do poeta Carlos Conde. Uma obra única disponível no formato tradicional e também em e-book!

 

 

http://www.bubok.pt/libros/1124/12-centena-de-fados

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publicado por pauloconde às 20:09
Quarta-feira, 22 DE Dezembro DE 2010

Aí vem o Natal...

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publicado por pauloconde às 19:35
Terça-feira, 14 DE Dezembro DE 2010

Palavras claras!

O fado é bem do povo - e muito seu -
O povo é que é juiz e há-de julgar,
Quem pensa ter chegado ao apogeu
Sem nunca ser capaz de lá chegar!...

 

O fado não punia dessa gente
Que o critica de mais em vários lados,
Nem pode consentir impunemente
Uma corja imbecil de mascarados!

 

O fado não precisa de elogios
Daqueles que não pretendem dar nas vistas,
Nem pode tolerar que haja vadios
Disfarçados com nome de fadistas...

 

O fado não precisa, que hora-a-hora,
O seu nome imortal ande na liça,
Nem pode ser a capa salvadora
Dalguns que devam contas à justiça!

 

No fado, felizmente, inda há fadistas,
Por isso tenho esp'rança, tenho fé,
Do público escolher os seus artistas
E o resto ser corrido a pontapé!...

 

Carlos Conde

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publicado por pauloconde às 00:30
Sábado, 20 DE Novembro DE 2010

Tributo ao poeta Carlos Conde

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publicado por pauloconde às 13:56
Domingo, 19 DE Setembro DE 2010

De quem é o mundo?

 

O mundo jorrou sangue, sofreu dores

Mas venceu o maior dos ideais,

O tempo dos escravos e senhores

Acabou de uma vez p'ra nunca mais!

 

O mundo emancipou-se e tornou brando

O fulcro dos domínios, dos alardes;

O tempo do que eu quero, posso e mando

Desfez-se na arrogância dos cobardes!

 

O mundo tomou rumo, fez escola,

É de todos, a todos nos foi dado,

O tempo em que o trabalho era uma esmola

Sumiu-se na vergonha do passado!

 

Inda há restos de impérios, reis com trono

E bobos que estrangulam gargalhadas,

Mas o mundo é do povo, o povo é bono

E não que suportar mais palhaçadas!

 

 

Carlos Conde

 

 

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publicado por pauloconde às 15:07
Segunda-feira, 07 DE Junho DE 2010

Download PDF: Fado - vida e obra do poeta Carlos Conde

"Quando decidi eternizar em livro a vida e obra do poeta Carlos Conde, moveu-me, para além do sangue e impulsos da descendência, uma vontade expressa de tributar o Fado"

 


-Com a 1ª Edição esgotada nas livrarias, esta obra de referência no Fado, está agora disponível para download-


Obs: Dada a sua dimensão, o site não permite condensá-la em apenas 1 ficheiro, tendo sido assim dividida em duas partes.


www.bubok.pt/libros/930/Fado--Vida-e-obra-do-poeta-Carlos-Conde-1%C2%AA-Parte

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publicado por pauloconde às 14:15
Segunda-feira, 19 DE Abril DE 2010

Porta do Coração

 

Feia ou bonita, que importa
Se nos assalta a paixão
Por quem nos sabe vencer,
O coração tem uma porta
E a porta do coração
Abre-se às vezes sem querer!

Cruzei um dia na vida
Com um olhar tanto a preceito
Que me toldou a presença,
Ela não pediu guarida
Mas bateu com tanto jeito
Que entrou sem eu dar licença!

O amor é um imprevisto
Faz-nos rir, faz-nos chorar
Faz-nos sofrer e sentir,
O meu coração tem disto
Às vezes quero-o fechar
Mas ele teima em abrir!

Que importa o riso, a traição
Quem ama tudo suporta
O resto não tem valor,
Só quem não tem coração
É que não tem uma porta
P'ra dar entrada ao amor!

 

Carlos Conde

 

Ricardo Ribeiro canta 'Porta do Coração'

publicado por pauloconde às 15:14
Quinta-feira, 14 DE Janeiro DE 2010

"Lisboa, tão linda és" em livro

“Lisboa, tão linda és” é uma obra única no panorama olisiponense e uma pérola na cultura portuguesa!”

 

Paulo Conde

 

 

 

Disponível em www.bubok.pt/libro/detalles/751

 

 

 Video - lisboanoguiness.blogs.sapo.pt/198036.html

por Vitor Duarte Marceneiro

 

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publicado por pauloconde às 19:19
Terça-feira, 01 DE Dezembro DE 2009

Parabéns Nuno. Um forte abraço!

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publicado por pauloconde às 14:44
Sábado, 24 DE Outubro DE 2009

Creio em Deus

 

Creio bem que existe Deus

Por cuja bondade eu temo

Dado o seu poder fecundo,

Esse Deus que lá nos Céus

Como Imperador Supremo,

Rege os destinos do mundo!

 

Creio em Deus por ser um louco

Que impus ao mundo o seu nome

E vi do mundo o desdém,

Creio em Deus, por ver há pouco

Um garotito com fome

Pedindo a Deus pela mãe!

 

Creio em Deus, nas frases sérias

Dos vigários, dos prelados,

Dessas gentes benfazejas,

Creio em Deus, por ver misérias

E ranchos de esfomeados

Pelos portais das igrejas!

 

Creio em Deus, não pertenci

Em tempo algum aos descrentes,

Á turba que se revolta,

Creio em Deus, porque já vi

Muitos presos inocentes

E muitos ladrões à solta!

 

Creio em Deus, na sã magia

De incontestável renome

Neste orbe grande, sem fim,

Creio em Deus, porque num dia,

Disse ao mundo:- tenho fome!

E o mundo riu-se de mim!

 

Não convivo com ateus,

Embora me diga herege,

O fanatismo iracundo,

Como hei-de descrer de Deus

Se é ele que ordena e rege

As misérias deste mundo?!

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publicado por pauloconde às 19:12
Domingo, 30 DE Agosto DE 2009

Saudade

Saudade é tudo o que existe

De encantador e de triste

De dor forte e bem profundo;

É sombra, é vida, é paixão,

É ter o mundo na mão

E andar perdido no mundo!...

 

Saudade é toda a virtude

Que nos prende, nos ilude

E não nos deixa andar sós;

É toda a crença vivida

Que vai chamando p’la vida,

Se a vida foge de nós!

 

Saudade é lembrar alguém

Que nos deu aquele bem

Supremo, que já passou;

É voz longiqua e fagueira,

Triste cinza de lareira

Que o vendaval apagou!...

 

Saudade é tudo – Meu Deus!

É promessa erguida aos Céus

Sonho de encantos e de abrolhos;

Saudade, alvor indeciso,

É desenhar um sorriso

Tendo as lágrimas nos olhos!...

 

 

Carlos Conde, 1939

 

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publicado por pauloconde às 12:01
Segunda-feira, 25 DE Maio DE 2009

Se é de longe que tu vens

 

Se é de longe que tu vens,

De um país onde se abrasa

O amor, a fé, a nobreza,

Podes entrar, porque tens

Um abrigo em cada casa

E um lugar em cada mesa!

 

Mas se trazes a divisa

De te impor, de interceder,

Por favor deixa-nos sós;

O meu país não precisa

Que outros venham resolver

As questões que há entre nós!

 

Se vens com turvo ideal

Ou com fito de abrir guerra,

Leva contigo os maus trilhos

E diz lá que Portugal

Não cede um palmo de terra

Nem vende a honra dos filhos!

 

Diz ao mundo, grita aos sóis,

Enche os Céus da nossa glória

Num clarão vasto e profundo,

Que só com sangue de heróis

Portugal ergueu a História

Nas cinco partes do Mundo!

 

Carlos Conde

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publicado por pauloconde às 17:26
Quinta-feira, 04 DE Dezembro DE 2008

Janela da vida

 

Feitos expressamente para Alfredo Marceneiro que os tem cantado com geral sucesso.
 
P’ra ver quanta fé perdida,
Quanta miséria sem par,
Há neste orbe atroz, ruim,
Pus-me à janela da vida
E alonguei o meu olhar
P’lo vasto mundo sem fim!
 
Pus todo o meu sentimento
Na mágoa que não se aparta
Do que mais nos desconsola;
E assim, a cada momento,
Vi buçaes comendo à farta
E génios pedindo esmola!
 
Vi muita vez a razão
Por muitos posta de rastos,
E a mentira em viva chama;
Até por triste irrisão,
Vi nulidades nos astros
E vi ciências na lama!...
 
Vi dar aos ladrões, valores,
Vi sentimentos perdidos
Nas que passam por honradas;
Vi cinismos vencedores,
Muitos heróis esquecidos
E vaidades medalhadas!
 
Vi, no torpor mais imundo,
Profundas crenças caindo
E maldições ascendendo;
Tudo vi, por esse mundo:
Vi miseráveis subindo
E homens honrados descendo!
 
Por isso, afirmo, conciso,
Que, p’ra na vida ter sorte,
Não basta a fé decidida;
P’ra ser feliz, é preciso
Ser canalha até à morte
Ou não pensar mais na vida!
Carlos Conde
 
 
Em 1994 num desempenho formidável Vitor Duarte (Marceneiro) declama
este poema na SIC
 
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publicado por pauloconde às 14:23
Domingo, 21 DE Setembro DE 2008

Fernanda Maria ao vivo

 

Não passes com ela à minha rua de Carlos Conde

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publicado por pauloconde às 20:46
Quarta-feira, 03 DE Setembro DE 2008

Livraria Ler Devagar (Bairro Alto)

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publicado por pauloconde às 11:08
Segunda-feira, 21 DE Julho DE 2008

Nasceu Campino

Vitor Conde interpreta um tema do seu avô no C.C.B

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publicado por pauloconde às 22:01
música: fado
Segunda-feira, 23 DE Junho DE 2008

É tão bom ser pequenino

 

 

O inconfundivel e genial Marceneiro interpreta esta carinhosa letra do poeta Carlos Conde 

 

 

Ser pequenino

Do repertório de Alfredo Duarte ( Marceneiro )

 

Que bom que é ser pequenino,

Ter pai, ter mãe, ter avós,

Ter esp’rança no destino

E ter quem goste de nós.

 

A velhice trás revés,

Mas depois da meninice

Há quem adore a velhice

P’ra ser menino outra vez.

Ser menino, que altivez

De optimismo e desatino!

Ver tudo bom e divino,

Tudo esperança, tudo fé,

Enquanto a vida assim é

Que bom que é ser pequenino!...

 

Ver tudo com alegria,

Sem delongas, sem demora,

Ver a vida numa hora

Ter na mente a fantasia

Dum bem que ninguém supôs,

Ter crença, sonhar a sós,

Co’ a grandeza deste mundo

E, para bem mais profundo,

Ter pai, ter mãe, ter avós.

 

Ter muito enlevo a sonhar,

Acordar e ter carinho,

Ter este mundo inteirinho

No brilho do nosso olhar.

Viver alheio ao penar

Deste orbe torpe, ferino,

Julgar-se eterno menino,

Supor-se eterna criança,

E, num destino sem esp’rança,

Ter esp’rança no destino.

Ó desventura, ó saudade,

Causas da minha inconstância,

Daí - e pedaços de infância,

Retalhos de mocidade.

Dai-me a doce claridade

Roubando-me ao tempo atroz

Quero ter a minha voz

P’ra cantar o meu passado...

É tão bom cantar o fado

E ter quem goste de nós!...

publicado por pauloconde às 14:42
Quinta-feira, 17 DE Abril DE 2008

Júlia do Cais da Areia ou Amália Rodrigues

por Carlos Conde
  
Na doca
 
 
Na doca, a dor e a desgraça
Vivem juntas, são iguais
A qualquer sombra que passa
E se esfarrapa no cais...
 
Quando eu a conheci,
Tive pena,
Chorei...
E senti,
Vivi
A vida que treslouca e que envenena...
( ... )
Ela,
Sentada no cais,
Fitando a muralha,
Presa aos dichotes vis da marinhagem,
Ao gáudio dos ladrões e dos vadios,
À mercê da canalha
E os insultos de toda a malandragem
Que lhe bolsava torpes elogios
Quais vómitos de pus em volta duma estrela.
Sorria...
Um sorriso que filtrava as suas mágoas.
Enquanto o dia,
Abria,
Estilhaços de sol golpeavam as águas...
 
Anoiteceu num momento.
A luz, no «écran» do céu, desbobinou-se
Mas a lua pôs-se logo de atalaia,
E num intimo lamento,
Uma cantiga morna, amargamente doce,
Vadiava na praia...
 
Nas marchas
 
 
Junho. Marchas. Luz da lua,
Luz do olhar, luz dos balões;
Andam cantigas na rua
E o amor nos corações!
 
Voltei a vê-la,
Mais tarde,
Nas festas do Stº António
A marcha do seu bairro era a mais bela,
E em requintes de ritmo, em explosões de alarde,
Aquela rapariga era um vivo demónio!
Sem freima nem cuidado,
A marcha passa:
Ai, ló, ai, ló,
Ai, ló, ao, ló, ai, ló...
Às vezes a desgraça
Chega a sentir dó
De quem não é desgraçado...
Anavalhando o espaço, um foguete subiu,
Explodiu
E caiu,
Em lágrima de sangue, ao ponto de partida.
 
Exactamente
Como é a vida
De certa gente...
Os que sobem de repente,
Choram sempre na descida.
 
Mas ela, não!
Ela apenas subiu
Na doçura do seu par e à luz do seu balão!
 
( ... )
 
Ela era a mais bonita e a mais sadia.
Que de alma ao abandono
E balançando as ancas,
Dava tanta doçura aos seus cantares,
Que o povo ergueu um trono
Rainha das marchas populares!...
 
No fado
 
 
Fado triste, arrastado,
( ... )
Quando a vi, novamente,
Ora exibindo jóias,
Ora entoando fados,
Não cantava somente
P’ra fidalgos rambóias
Nem p’ra reis destronados...
 
Má língua, só má língua das amigas...
 
Murmurando às cegas
Num despeito formal, num ódio mudo...
 
As que vivem apenas de cantigas
Inventam sempre maneiras
De censurar as colegas
Que tiraram, depois de longo estudo,
O seu curso de artistas cantadeiras...
 
Mas alheia às intrigas,
Alcançou, avançou,
Modificou o nome, hábitos, relações.
Captou ondas de fama e em breve atravessou,
Em gritos de cartaz, fronteiras e nações!
Subiu,
Venceu.
Mas não como o foguete que explodiu
E caiu
Em lágrimas de sangue, escorrendo do céu!
 
Vingou,
Enriqueceu
E conquistou
Mais nome do que a Severa!
 
Encontrei-a ...
 
Não me viu, não me falou...
Teve razão. Já não era
A Júlia do Cais da Areia...
 
 
publicado por pauloconde às 12:03
Segunda-feira, 24 DE Março DE 2008

Lenda do Mar

CILA D'AIRE CANTA "LENDA DO MAR"

 

 

Lenda do mar
 
 
Fui ouvir a voz do mar,
Feita de sonho e de lenda...
Vi morrer ondas na areia
Mas deixando a praia cheia
De filigranas de renda!
 
Ouvi no cantar das ondas,
Um caso de amor profundo...
Dois noivos que em sobressalto
Foram noivar no mar alto
Longe das bocas do mundo!
 
Uniram-se eternamente
Num fervor apaixonado...
E a noiva, em ultima prece,
Pediu que o mar lhe tecesse
O fino véu do noivado!
 
O mar prometeu que sim,
Por estranho que pareça...
E as ondas com alegria,
Trabalham de noite e dia
Para cumprir a promessa!
 
Trabalham e vão morrendo,
Morrendo sempre a cantar...
Para não fugir à lenda,
Deixam recortes de renda
Na areia branca do mar!

 

 

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publicado por pauloconde às 21:25
Sábado, 08 DE Março DE 2008

A mulher que canta o fado

 

 

 

Pode não ser uma ofensa
Mas forma conceito errado,
O que certa gente pensa
Da mulher que canta o fado!
 
Se o cantar e ser mulher
No que é vulgar se condensa,
Quem diz mal só por dizer
Pode não ser uma ofensa!
 
Olhar somente ao defeito
Sem no mais ter reparado,
Pode formar um conceito
Mas forma um conceito errado!
 
Se o fado tudo redime
Na sua candura imensa,
Ás vezes chega a ser crime
O que certa gente pensa!
 
Nem sempre um erro é fatal,
Nem sempre tudo é pecado:
O pecado é pensar mal
Da mulher que canta o fado!
 
 
Carlos Conde
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publicado por pauloconde às 13:16
Terça-feira, 22 DE Janeiro DE 2008

E-Mail da Assoc. Port. Amigos do Fado

O mensário Correio da Murtosa dedica duas páginas ao autor de variados fados que todos ainda hoje escutamos e cantamos. 
O artigo, intitulado "Carlos Conde - grande poeta popular" de autoria de J. Marques Neno, traça um perfil do autor de "Trem desmantelado" e "Não passes com ela à minha rua", entre outros, e reproduz algumas fotografias, designadamente a festa do seu 50º aniversário no Café Luso. O artigo é completado com letras de sua autoria.

publicado por pauloconde às 20:23
Domingo, 06 DE Janeiro DE 2008

Letras - A vida não tem idade

 
Interprete – Manuel Luís
Música – Alberto Costa
 
Tem a vida a sua idade
Na graça da meninice,
No fulgor da mocidade
E nas rugas da velhice!
 
Infância – vida a raiar,
Um sorriso de esperança
E o mundo inteiro a brincar
Nos olhos de uma criança!
 
Mocidade – Namorados,
Ardência, fé, luz e cor,
E um céu de sonhos doirados
Feitos das juras de amor!
 
Velhice – Recordações
No longe de outras idades
E um murmúrio de orações
Num rosário de saudades!
 
A vida não tem idade
Por mais curta ou mais comprida,
Assim cabe a eternidade
Nas três idades da vida!
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publicado por pauloconde às 13:51

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